Obrigado, Oscar Niemeyer…

Faleceu hoje aos 104 anos, o maior vulto da arquitectura moderna e também do pensamento moderno…

Como ele dizia “Eu acho que o arquitecto não se pode limitar à arquitectura. Passei a vida inteira debruçado no trabalho, mas guardei um tempo para pensar melhor, pensar nos que sofrem, nos explorados, neste Brasil onde é tão difícil viver. A vida e a liberdade são mais importantes do que a minha arquitectura.”

Com o desaparecimento do criador das linhas mais icónicas da futurista cidade brasileira e capital Brasília, o mundo perde um homem brilhante e um exemplo para toda a humanidade.

Oscar Niemeyer tinha o grau de engenheiro e arquitecto. Foi distinguido com o Prémio Pritzker (conhecido como ooscar da Arquitectura), nos Estados Unidos, em 1988 tendo recebido igualmente o Leão de Ouro da Bienal de Veneza em 1996.
Obviamente que não vou aqui mencionar os mais de 600 projectos de arquitectura em todo o mundo.

O arquitecto foi responsável por obras tão notáveis como o Museu de Cinema e Arte Contemporânea de Niterói, no Rio de Janeiro, o Sambódromo, na mesma cidade, o Memorial da América Latina, em São Paulo, o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, e o Auditório Ibirapuera, em São Paulo ou a Universidade de Constantine, na Argélia.

Em Portugal foi responsável, em 1966, pelo primeiro projecto do Pestana Casino Park, no Funchal. Integrou igualmente a comissão de arquitectos incumbida do projecto da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. A proposta traçada por Oscar Niemeyer e pelo arquitecto franco-suíço Le Corbusier serviu de ponto de partida para a construção do edifício. Em 1960 “nasce” Brasília para se tornar no símbolo máximo da moderna arquitectura.

Esta é a minha pequena homenagem à sua grande dimensão como Homem e à sua inigualável arte.

O seu nome nunca será esquecido…