5 factos desconhecidos sobre Chanel Nº5

Gostar ou não de um determinado perfume é uma questão pessoal, e até o perfume considerado como o melhor do mundo poderá ser o pior inimigo para o nosso olfacto, pois o segredo dos cheiros está na sua composição (o chamado bouquet olfactivo). A ideia deste artigo surgiu não para publicitar o perfume em questão (pois eu, pessoalmente, não sou grande apreciadora deste fenómeno), mas sim, dar a conhecer a sua curiosa história.

Para começar, este perfume foi criado há mais de 90 anos pelo perfumista, Ernst Bó, na altura conhecido da criadora Mademoiselle Chanel. A Gabrielle tinha falado ao mestre num cheiro que ela idealizava, e queria que este não fosse parecido com nenhum dos perfumes existentes na altura. E como o pedido da designer foi cumprido, o perfume ficou pronto sem ter nenhum ingrediente mais notável que outro, e os seus 80 aromas florais são conjugados de maneira que não se realce nenhum deles em particular. O aroma ficou marcado na história como o primeiro perfume, com os aldeídos na sua composição. Ainda antes de ficar aprovado pela Gabrielle, o perfume tinha várias versões da sua composição e cabia à Coco decidir o seu aroma. Depois de escolher a versão de perfume que agradou mais à criadora, só foi pedido para adicionar ainda um pouco mais de jasmim na sua composição. Tendo a amostra o número 5 no seu frasco de laboratório, ficou decidido jogar pela originalidade e deixar o número como futuro nome do perfume.

O design do frasco foi desenhado pela própria criadora, que sempre primou pelas linhas elegantes e discretas. O seu formato simples faz lembrar um frasco de laboratório, porém é intemporal e transmite a essência da casa Chanel.

Muitos anos depois, o perfume ainda é considerado um fenómeno e o perfume mais vendido de todos os tempos. Nos primeiros anos da sua existência, foram os EUA e o Japão que ficaram rendidos ao seu encanto, ficando posteriormente o perfume mais conhecido na própria França, quando em tempos de libertação de Paris por parte dos invasores, os soldados passavam horas em filas de espera para levar o perfume para as suas amadas.

Em 1954 a mítica Marilyn Monroe confessou que antes de dormir “apenas veste umas gotas de Chanel N.º 5”.

                                                                                                                       

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